IDE,FAZEI DISCÍPULOS DE TODAS AS NAÇÕES DA TERRA!

Estudos Bíblicos

   A Missão de Neemias…

“Estou fazendo uma grande obra, de modo que não poderei descer” (Ne.6.3).

  Neemias  encontrava-se na cidade de Susã, no ano 445 a.C., trabalhando como copeiro do rei Artaxerxes  (Ne.1.1).O desafio de Neemias era muito grande, como tantos que se apresentam diante de nós. A cidade precisava ser reconstruída. Eram inúmeras as providências que deveriam ser tomadas. 

   Neemias, não apenas chorou, mas também orou e jejuou (Ne.1.4-5). Ele sabia que a realidade natural era resultado de fatores espirituais. Sabia também que era necessária e imprescindível a intervenção divina a favor da Cidade Santa e do povo escolhido.

Em nossas vidas, também precisamos construir muros. É necessário que percebamos por onde o inimigo tem entrado para que ali coloquemos um bloqueio, uma barreira. O cristão não pode ser aberto a toda e qualquer influência. 

 “Como a cidade derribada, que não tem muros, assim é o homem que não pode conter o seu espírito.” (Pv.25.28).

Muros representam limites. Além de barreira contra o inimigo, são medidas de domínio próprio. Podem até parecer negativos, desagradáveis para muitos, representando restrições à liberdade. Todavia, são marcos necessários, determinados pela palavra de Deus e por nossa consciência para que não avancemos além de onde o Senhor nos permite em relação às nossas palavras, ao comportamento, ou à anuência ao que nos é oferecido e solicitado. Em algum momento, antes que seja tarde, precisamos dizer não.

 A obra foi criticada. Disseram que uma simples raposa derrubaria o muro que estava sendo levantado (Ne.4.3). Houve questionamento, acusação, calúnia, fofoca, ameaças (Ne.4; Ne.6). Cartas foram escritas e falsos profetas subornados para tentarem interferir na obra de Neemias (Ne.6). Palavras são armas. Não podemos nos esquecer disso. Uma palavra pode derrubar’ uma pessoa e destruir projetos e relacionamentos. Esta é uma das principais estratégias de Satanás no combate ao povo de Deus. Quando Jesus foi tentado no deserto, o inimigo usou palavras, com sofismas, propostas e questionamentos na intenção de induzi-lo ao erro (Mt.4). As afirmações malignas são contra o nosso caráter, capacidade, vocação, de modo que fiquemos desanimados e desistamos da missão que o Senhor nos confiou. Neemias não deu ouvidos ao que o inimigo dizia. Continuou trabalhando com todo empenho.

 

Diante de sua persistência, os inimigos mudaram a tática. Chamaram Neemias para um encontro, aparentemente amistoso. É assim também conosco. Quando Satanás não nos vence pela perseguição, procura aproximar-se de nós com aparência de amizade, transfigurado em anjo de luz (IICo.11.14). Com isso, os adversários queriam tirar Neemias do seu propósito. Pretendiam interromper o trabalho, causar distração, atraso e, depois, destruição. Não podemos ceder. Neemias disse: “Estou fazendo uma grande obra, de modo que não poderei descer” (Ne.6.3). Não podemos descer, nem por um instante, rebaixando-nos ao nível do inimigo para com ele nos relacionarmos. Eva deu atenção à serpente e isso lhe custou muito caro (Gn.3).


A obra prosseguiu a despeito das investidas contrárias. Nós também devemos ser perseverantes naqueles propósitos que estão de acordo com a vontade do Senhor. Neemias não parou enquanto não viu a muralha pronta. Construir meio muro não significará proteção alguma (Ne.4.6), além de ter consumido tempo e recursos. É necessário que a obra seja realizada até o fim.

“Quem perseverar até o fim será salvo” (Mt.24.13).

“E a perseverança tenha a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, não faltando em coisa alguma” (Tg.1.4).

“Eu te glorifiquei na terra, completando a obra que me deste para fazer” (João 17.4).

O trabalho prosseguiu até que não houvesse qualquer brecha no muro (Ne.4.7; 6.1). Isto é excelência. O inimigo não precisa de grandes espaços. Uma pequena brecha pode ser suficiente para que um grande estrago seja feito. Em tempos modernos, rochas gigantescas têm sido destruídas pelo uso de explosivos colocados em pequenas cavidades feitas para este fim. Precisamos estar atentos. O inimigo pode estar abrindo uma fissura em nossa muralha. Um pecado de estimação, um mau costume, uma mágoa guardada, podem representar brechas cujo resultado pode ser a invasão do nosso território. 

De acordo com o apóstolo Paulo, a mentira, a ira, o furto, palavras torpes, amargura, gritaria, blasfêmia e malícia são formas de se dar “lugar ao Diabo” (Ef.4.25-29). Algumas dessas coisas podem parecer inofensivas, mas não são.

Além dos muros, Neemias de dedicou à colocação das portas, com ferrolhos e trancas (Ne.3.3). É evidente que, sem portas, a cidade seria uma prisão. Não era este o propósito. O isolamento completo e prolongado, conhecido como estado de sítio, é também uma estratégia do inimigo (Dn.1.1; Zc.12.2; IIRs.6.24-25).

Precisamos de muros e portas. As defesas são necessárias, mas precisamos ser acessíveis. Isto não significa abrir mão da segurança. As portas eram meios de acesso controlado. Elas não ficavam abertas o tempo todo. Permaneciam fechadas durante a noite, sendo destrancadas apenas ao nascer do sol (Ne.7.3). A utilidade das portas nos ensina lições de comunicação, liberdade e relacionamentos. Entretanto, tudo isso acontece de forma controlada, na luz e não nas trevas.


Sobre os muros foram edificadas torres, onde sempre haveria sentinelas (Ne.3.1; 7.3). Mesmo depois do trabalho realizado, a vigilância não pode terminar. Sem ela, os muros seriam escalados e transpostos. Como Jesus nos ensinou: “Vigiai e orai para que não entreis em tentação” (Mt.26.41). O vigilante não pode dormir, no sentido de ser negligente, sabendo que o adversário também não dorme (Ne.4.9)

Com os muros erguidos, estava estabelecido um ambiente de segurança e tranquilidade onde novos projetos seriam realizados. Muito mais seria ainda feito na restauração de Israel para a vinda do Messias.




Anísio Renato de Andrade
Bacharel em Teologia
www.santovivo.net


 

 

 

 

 

 

Anúncios